Think Olga faz a abertura do Publicom Parauapebas falando de jornalismo humanizado

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A humanização do jornalismo e a aproximação das relações deram o tom do primeiro dia do Publicom Parauapebas. Com mais de 220 inscritos, os participantes vivenciaram diversas discussões sobre as esferas da comunicação num dia inteiro de atividades no Instituto Federal de Ciência, Educação e Tecnologia do Pará – IFPa, realizado pela Secretaria de Comunicação do Pará – Secom, com apoio da Prefeitura de Parauapebas.

Convidada do evento, a jornalista fundadora da ONG Think Olga, Juliana de Faria, esteve pela primeira vez na região e se surpreendeu – positivamente – com a imprensa local. “Falar de jornalismo humanizado é falar do quão nocivo são os estereótipos que a gente acaba reproduzindo. E falar sobre isso aqui foi incrível pois eu não sabia muito bem o que iria encontrar e foi um público muito maravilhoso, mente aberta, pessoas mais velhas, de outras gerações do que eu, querendo saber o que a gente tem a dizer; e a gente tá falando sobre dores, porquê falar sobre jornalismo humanizado reverbera com as nossas próprias vidas”, comentou.

Juliana foi responsável pela palestra “Jornalismo Humanizado” que abriu oficialmente o Encontro de Comunicação em Parauapebas na noite de quinta-feira, 4 de maio. Além dela, o jornalista Paulo Sílber, diretor de jornalismo da Secom; o publicitário e jornalista Maulo Lima, diretor de publicidade da Secom; a jornalista Aline Freitas; o Professor Reginaldo Telles; e a fotógrafa Desirée Giusti, movimentaram o dia ministrando workshops que abordaram desde as linguagens digitais até gerenciamento de crises, passando por fotografia e cerimonial; onde os comunicadores da região puderam se aprimorar e trocar informações e experiências.

A jornalista Karine Gomes foi aluna do único curso de graduação em jornalismo já realizado em Parauapebas, em uma turma modular oferecida pela Universidade Federal do Pará. Formada em 2008, Karine conta que desde então nunca mais houve qualquer ação voltada para a área. “A gente não teve nenhum tipo de curso ou workshop voltado para essa área e nos últimos anos a imprensa vem ganhando mais espaço em Parauapebas, ironicamente ocupadas por quem não tem formação em Comunicação. Por isso eu acredito que eventos como esse agregam muito para essa melhoria e para a importância do que é ser jornalista e de fazer essa mediação entre as notícias e a sociedade”, afirmou.

Assim como Karine, o jornalista Fábio Relvas, apresentador na TV RBA local, ressalta que o ineditismo do Publicom na região chegou num momento apropriado e muito necessário. O apresentador participou do workshop “Estratégias e ferramentas em mídias digitais”, da publicitária Aline Freitas, e segundo ele, as informações recebidas foram completamente novas e vão servir para nortear as ações do seu trabalho a partir de agora. “Eu tinha visões bem equivocadas sobre o que é fazer mídia digital. Estavámos querendo fazer um sorteio na fan page do programa, por exemplo, e agora eu entendi que não por conta de uma portaria que eu nem sabia que existia”, relatou.

Para o diretor de jornalismo da Secom, Paulo Sílber, a realização do Publicom em Parauapebas não se deu apenas para atender uma demanda em visível crescente, mas também para ouvir e buscar compreender as diferenças e especificidades da região. “O esforço do Publicom é que a gente transforme a distância no princípio da aproximação”, referendou.

A primeira edição do Publicom Parauapebas encerra nesta sexta-feira, 5, com a palestra “A Nova TV: como o mundo digital está transformando o telejornalismo”, com a jornalista Layse Santos, às 18h, no IFPA de Parauapebas, a entrada é franca.

Por Danielle Franco