5 documentários da Netflix sobre LGBTs que te farão refletir

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O Governo do Pará lançou a campanha oficial “Respeito não tem gênero. Viva a diversidade” no último dia 9 com o objetivo de fazer com que a sociedade reflita sobre a identidade de gênero no país, que lidera o ranking de transexuais assassinados no mundo.

Reunimos cinco documentários sobre o universo LGBT, disponíveis no Netflix, para te propor uma reflexão. Entre produções recentes, pouco conhecidas e premiadas, essa lista reúne informações, problemáticas e histórias capazes de subtrair preconceitos e trazer empatia por pessoas que fazem parte de uma comunidade diversa e lutam pela liberdade de ser quem são. Assista, reflita, passe adiante.

1 – Laerte-se        

 

O primeiro documentário original da Netflix produzido no Brasil tem Laerte como protagonista. Com direção de Lygia Barbosa e Eliane Brum, Laerte-se acompanha as descobertas de uma das maiores cartunistas do Brasil sobre o que é ser mulher.

O filme promete ampliar a discussão sobre diversidade de gênero e difundir uma importante mensagem no país: a urgência de tolerância às diferenças. Vale lembrar que o Brasil é apontado como o país que mais mata travestis e transexuais no mundo.

2 – Strike a pose

 

Exibido no Festival do Rio e ni Festival Mix Brasil em 2016, Strike a Pose lança luz sobre a influência de Madonna na discussão sobre os direitos dos gays e da liberdade de expressão na década de 1990. O documentário reúne depoimentos dos dançarinos que integraram a controversa e bem-sucedida turnê Blond Ambition Tour. A jornada dos dançarinos chegou a ser registrada pela diva pop no documentário Na Cama com Maddona. Agora, vinte e cinco anos depois da enorme repercussão do trabalho, eles compartilham suas histórias de vida (nem sempre felizes) antes e depois da turnê.

3 – Game face

 

O preconceito contra LGBTs no mundo dos esportes pode assumir contornos e se manifestar bem formas diferentes em comparação ao que se constata na sociedade em geral. É sobre isso que trata Game Face. O documentário acompanha a lutadora transexual de MMA Fallon Fox e o jogador gay de basquete Terrence Clemens, dois atletas que batalham por aceitação nas modalidades que praticam. Nesse contexto, a produção expõe o quão penosa pode ser (do ponto de vista profissional) a trajetória de um LGBT que expõe com naturalidade sua orientação sexual e ao mesmo tempo mostra como essa decisão pode ser particularmente libertadora e construtiva.

4 – Oriented

 

Conflitos políticos, religião e sexualidade são discussões que se misturam em Oriented. O filme retrata a realidade de três amigos gays palestinos com perfis e obstáculos de vida bem diferentes. Khader, de 25 anos, tem um namorado judeu e vive no seio de uma família que o ama e o aceita. Aos 26 anos, Fadi nunca se interessou por judeus israelenses até se apaixonador por Benjamin. Já Naem, de 24 anos, se sente confortável com sua sexualidade, mas ainda não se sente pronto para se assumir perante a família. Esse trio é responsável pelo Qambuta, grupo ativista que luta pela igualdade sexual e de gênero aos palestinos que vivem em Israel.

5 – Paris is burning

 

Final dos anos 80. Em Nova York, drag queens e travestis vivem sua homossexualidade de forma plena, apesar da pobreza e do surto de HIV. Os bailes com desfiles, o vogue, a música disco/house e pajubás como shade e strike a pose – hoje famosos por conta das divas pop e de RuPaul’s Drag Race – dão cor, vida e senso de pertencimento à comunidade gay. Retrato desse caldeirão efervescente, Paris is Burning foi lançado em 1991, mas não parou no tempo. Pelo contrário, o documentário cultuado pela comunidade gay segue reverberando na cultura pop mundial como poucas produções do gênero conseguiram.