Secom e Sespa esclarecerão dúvidas sobre febre amarela

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A Secretaria de Comunicação do Pará (Secom) está produzindo uma série de materiais que auxiliarão jornalistas a esclarecer dúvidas sobre a febre amarela para assim informar a população com exatidão. Os conteúdos servirão, também, para a população em geral e será disseminado pela internet, nas páginas do Governo do Pará e suas secretarias. O intuito da Secom e da Secretaria de Saúde do Pará (Sespa) é acalmar a sociedade demonstrando que não há razão para pânico.

Uma reunião na tarde desta terça-feira (4), na unidade da Sespa que fica na Tv. Padre Eutíquio, em Belém, entre Secom e Secretaria de Saúde, definiu quais informações são fundamentais para a produção dos materiais, que serão multimídia.

“Vamos produzir materiais completos contendo Infográficos animados que facilitarão o entendimento da situação. Esse material servirá para a comunidade em geral, mas focaremos primeiro na distribuição para jornalistas, que poderão reproduzir esse conteúdo em seus veículos. Isso estará disponível até o início da próxima semana e servirá de apoio ao conteúdo jornalístico que a Agência Pará vem produzindo desde o primeiro caso”, explicou Antônio Neto, diretor de Comunicação Institucional da Secom.

Assim como Antônio Neto, Paulo Silber, diretor de jornalismo da Secom, espera que os jornalistas e veículos de comunicação colaborem com a disseminação das informações.

“Os profissionais da Comunicação têm de assumir o papel de mediadores e não de gladiadores da informação. É preciso noticiar com responsabilidade. Alguns veículos têm usado um tom alarmista na cobertura da febre amarela, o que é incompatível com a realidade. Nossa missão é ajudar esses profissionais a compreenderem melhor o problema para tratá-lo de forma segura e exata”, comentou.

Dr. Bernardo Cardoso, responsável pelo Departamento de Controle de Endemias da Sespa, destacou os esforços do Governo do Estado no combate contra a febre amarela em todo o Pará, principalmente nas regiões que apresentaram casos suspeitos e confirmados da infecção.

“Tão importante quanto combater a febre amarela é informar a população da maneira correta para que não se crie um ambiente de pânico. Não há razão para isso. Os casos suspeitos e confirmados foram registrados em área silvestre, já os urbanos não acontecem desde 1943. As populações das duas áreas devem se vacinar e adotar medidas preventivas, como não ir à mata no fim da tarde, usar repelente, roupas que cubram os braços e pernas, telar portas e janelas e usar mosquiteiro, se for o caso. O Governo do Estado e suas secretarias não estão medindo esforços para acabar com esse problema”, disse.